Bar ruim é lindo, bicho! (uma crônica pra alegrar o dia cinza)

Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?


– Carol Medina

As Rodas de Samba e Liberto Trindade

Retomando os nosso tema “Histórias de bar” tais estabelecimentos no Brasil sempre foram os locais que abrigavam as famosas rodas de samba que designam uma mistura de música, dança, poesia e festa.O “samba de roda” teria surgido por inspiração sobretudo de um ritmo africano, o semba, e teria sido formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos. Com a modernização e urbanização do samba de roda os bares acabaram por se tornar berços de compositores e músicos renomados. Assim na nossa visita à sede da escola de samba Vai Vai, tivemos uma conversa com Liberto Trindade que nos contou um pouco mais sobre o estilo musical e sua própria história dentro do samba.

“Foi no período de 77 que eu vim pra escola já com

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Liberto Trindade em 8º Cine Palmarino – “Solano 100 anos” http://cinepalmarino.blogspot.com.br/p/fotos.html

o embaixador; . A gente tem um trabalho aqui bonito mas falta algumas coisas que a escola precisa se apegar que é a questão da cultura geral. O que eu quero dizer é o seguinte: se a gente não faz uma cultura como um todo então  fica aquela coisa ah os cara são bons de bumbo, reco-reco,  os caras só sabem sambar e não conseguem enxergar o trabalho que a escola fez ao longo dos anos.”

[…]

No nosso tema procuramos despragmatizar a figura da pessoa que frequenta os bares, assim, podemos ver a relação com a visão que as pessoas tem sobre o samba esquecendo de todo seu aspecto cultural e social.

“Veja bem eu estou com duas aposentadorias e além de trabalhar eu fui do movimento negro, desfilo no Afoxé a 32 anos, trabalhei em teatro e em várias empresas de São Paulo e Rio de Janeiro,  fui a terreiro de candomblé e ao mesmo tempo fiz tudo isso. Mesmo trabalhando e tendo hoje quatro filhos, o samba não atrapalhou em nada. Eu já fui sindicalista… fui diretor sindical seis vezes e já apanhei da policia, já levei muita borrachada. Eu só não apanhei no samba porque eu já cheguei numa época maleável a década de 60, mas antes dos anos 60 a polícia vinha furar o couro, furar os instrumentos”

.

“O samba é se vivenciar a cultura, é uma universidade da vida, um verdadeiro ensinamento. Ele conta a história do Brasil, conta história do mundo, conta história dos artistas, dos poetas, do pessoal que trabalha com xilogravura com pintura,  fala dos operários das empregadas domésticas.Toda a sociedade e todas as classes sociais estão embutidas aqui. O samba é uma maravilha! É uma coisa que a gente se orgulha de dizer que é sambista.”

“O samba já falou de todas as culturas e tem muito mais pra falar. Por exemplo se a gente fala da Bahia agente não consegue terminar 20 ou 30 anos… de São Paulo também não consegue terminar…  da Vai vai também não. Eu já aprendi tanta coisa. O samba é tão rico tão gratificante sabe? Não tem palavras. Estou falando assim porque ele nos possibilita cultura.Então quando vocês saírem daqui saiam com essa imagem positiva do samba.”

“Você se assustava quando há 10 anos atrás o ônibus parava aqui em frente e descia uma montoeira, um formigueiro de gente. Então a Vai Vai é um quilombo urbano mesmo, no sentido de ser um centro de resistência. Você vê essas pessoas hoje cantando suas próprias composições e fazendo coisas muito bonitas. Eu ainda vou ver eles tocando em bares, até na televisão sendo reconhecidos. ”

Homens vestidos de mulher no carnaval de rua de São Paulo http://fashnblog.blogspot.com.br/2013/02/fantasias-de-carnaval.html

Homens vestidos de mulher no carnaval de rua de São Paulo
http://fashnblog.blogspot.com.br/2013/02/fantasias-de-carnaval.html

Liberto terminou a conversa falando um pouco sobre seu pai Solano Trindade, poeta e artista brasileiro e forte integrante do movimento negro e de lutas populares. Queria pegar esse espaço do blog para compartilhar um video que relata melhor a vida de Solano e suas convicções e ideais que acabaram sendo passados para Liberto, tornando-o assim o homem engajado no social e apaixonado pelo samba que vimos na nossa visita  à sede da Vai Vai.

“Ainda sou poeta
meu poema
levanta os meus irmãos.
Minhas amadas
se preparam para a luta,
os tambores
não são mais pacíficos
até as palmeiras
têm amor à liberdade”.
(trecho do poema “Canto dos Palmares”)

Solano Trindade

Solano Trindade

Um beijo!

Carol Medina

Na esquina mais famosa de São Paulo

No primeiro dia da viagem do Estudo do Meio, eu e meu grupo (roteiro 6) estávamos andando da Rua Santa Efigênia até a galeria do Rock e passamos pela esquina da Avenida São João com a Ipiranga, mais conhecida como a esquina mais famosa de São Paulo. O professor Marcos (professor de geografia do ano abaixo), que estava nos acompanhando naquele dia, me contou que ali era o Bar Brahma, um tradicional bar da cidade, fundado em 1948. O bar testemunhou importantes fatos da nossa história, ele esteve presente desde as acaloradas discussões sobre a repressão política na década de 60 até as comemorações de 450 anos da metrópole em 2004. O lugar viveu dias de glória nos anos 50 e 60, quando era ponto de encontro de intelectuais, músicos e políticos, mas na década de 90 teve um período de decadência, sendo revitalizado em 2001. O estabelecimento realmente se localiza em um endereço poético, pois como já dizia Caetano Veloso em sua famosa música Sampa (de 1978), sobre a cidade de São Paulo, “alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João(…)”. Aqui embaixo estão algumas imagens do bar e o vídeo da música de Caetano.

Sampa – Caetano Veloso

Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

Bar Brahma, na esquina da Avenida São João com a Ipiranga

Bar Brahma, na esquina da Avenida São João com a Ipiranga (https://critiquese.wordpress.com/2010/06/)

– Isa Vieira

Relato de Viagem-Lí Garcia (grupo 7)

O primeiro dia da nossa viagem foi o dia da arte. O primeiro ponto para onde iríamos, era a ocupação na rua José Bonifácio. Saímos da Móbile, fomos em direção a Santo Amaro para pegar o ônibus, que tinha como destino o terminal Bandeira, direção centro, e dali seguimos para a rua José Bonifácio. Na ocupação, descobrimos que os donos desses prédios, por quererem ter mais capital, se utilizavam deste para consegui-lo sendo que não havia um uso prático. Por conta de não ter esse uso, o dono e a prefeitura aceitaram que o grupo, FLM (Frente de Luta por Moradia) interditasse e tomasse controle desse prédio, por que ainda que a ideia fosse ter um grande capital, o edifício tinha uma grande dívida por não estar em uso. Lá dentro, o uso dos banheiros é coletivo, e todos trabalham em comunidade para a cozinha e para algum problema que o prédio tenha, através do conhecimento prévio de cada um deles. Além disso, cada pessoa tinha um quarto de 3,5mX3,5m, no qual poderiam utilizar os produtos de água e luz por uma média de R$100,00 a R$150,00 por mês. Caso alguém tivesse algum problema com o pagamento, poderia pagar no outro mês, as únicas exigências que a pessoa tinha para morar nessa ocupação era não fumar maconha e trabalhar em comunidade. Em seguida, seguimos para os arcos da Vinte e três de Maio, aos quais chegamos pela estação Anhangabaú, na estação vermelha, e seguimos para a Liberdade, linha Azul. Em seguida, fomos ao SESC Pompéia, onde fomos almoçar e ver a exposição da Marina Abramovic, mas além de fazer isso também entramos no galpão do SESC e lá estava havendo uma exposição na qual podíamos fazer tudo desde que não destruíssemos nada, mas logo começou uma guerra de tinta e todos ficaram pintados. Resolvemos seguir pintados até o beco do Batman e a exposição de A7MA (ambas na Vila Madalena), que trouxe a questão do que seria grafite de verdade; aqueles que eram pintados na rua ou aqueles que eram expostos em galerias? À noite, quando chegamos no hotel, cada um foi fazer a sua oficina, a minha era de Parkour, onde foi uma experiência incrível, mas rigorosa no quesito de habilidade.

Escada do prédio da rua José Bonifácio

11117508_1664917290405797_546781420_n Escada do prédio da rua José Bonifácio, e quando ainda estávamos limpos e normais

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

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Grafite do Beco do Batman.

Faixa do grupo(Frente de Luta por Moradia)

Faixa do grupo(Frente de Luta por Moradia).

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Grafite da região da Vila Madalena.

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Grafite da região da Vila Madalena.

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Foto do grupo pintado no A7MA.

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Escultura do A7MA.

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Grafite na região do SESC Pómpeia.

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Grafite do A7MA.

Grafite na região da Vinte e Três de Maio.

Grafite da região a Vinte e Três de Maio

Grafite na região da Vinte e Três de Maio.

Grafite da região a Vinte e Três de Maio

Grafite na região da Vinte e Três de Maio.

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Grafite do A7MA.

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Grafite do A7MA e foto tirada à caminho da ocupação da rua José Bonifácio.

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Grafite do A7MA.

Grafite da região a Vinte e Três de Maio

Grafite da região a Vinte e Três de Maio.

Grafite da região a Vinte e Três de Maio

Grafite da região a Vinte e Três de Maio.

Grafite da região a Vinte e Três de Maio

Grafite da região a Vinte e Três de Maio.

O segundo dia foi o dia da Mobilidade Urbana (da bike). Começamos no centro da capital, onde estávamos hospedados e seguimos até a CET (Centro de Treinamento e educação no Trânsito), na rua Barão de Itapetininga, onde recebemos informações a respeito de como funciona a legislação de Bicicleta, suas principais regras e suas principais placas de sinalização. Em seguida, fomos até um restaurante de comida vegetariana, Alternativa Casa do Natural, que fica na rua Fradique Coutinho. Embora tenha sido uma refeição bem curiosa, não foi muito farta. Durante o nosso percurso até o restaurante percebemos que mesmo que haja um grande número de ciclofaixas e ciclovias, ainda é bem pouco para uma pessoa que tem que trafegar um longo percurso de bicicleta. E, além disso, o quanto os carros são desrespeitosos, quanto a questão da bicicleta, por ainda apresentar esse pensamento individualista, que está presente na cultura brasileira. Depois do almoço, seguimos em direção ao Parque do Povo, para conhecermos a necessidade da criação do Instituto Aro Meia Zero, no sentido de defender e ser um meio de incentivação da bicicleta para o transporte das pessoas de maneira geral. Em seguida, fomos no Teatro Vento Forte, no Parque do Povo, um teatro que tinha como intenção educar as crianças sobre a lógica teatral e que era bastante utilizado como um centro cultural voltado para a população, mas que acabou virando um lugar com um aspecto de que foi abandonado. Por estar chovendo no dia, não foi possível andar na ciclofaixa da Marginal, por isso voltamos direto para o hotel. À noite, tivemos um Sarau que ocorreu na Cia do Feijão, no centro da cidade.

Nosso terceiro dia, foi o dia do roteiro surpresa. Foi uma espécie de caça tesouros ao redor da cidade. A primeira pista tinha o seguinte enunciado: “Nessa rua houve uma famosa batalha entre dois grupos rivais. Houve uma morte. A década era a de 1960. Que batalha foi essa e quais foram os seus motivos? A próxima pista estará no berço do conhecimento ocidental.” Além dessa pista era nos dado uma imagem que fazia parte do local.

Foto da primeira pista

Foto da primeira pista.

Os acontecimentos que nos levaram até o local serão mostrados no vídeo do desafio. Na década de 60, um conflito causado por diferenças políticas ocorreu na rua Maria Antônia (em frente ao Mackenzie). Integrantes da USP, caracterizados por terem uma ideologia mais esquerdista, entraram em um confronto com estudantes da faculdade do Mackenzie, mais direitistas (sendo que vários deles simpatizavam com a ditadura militar da época). Esse evento ocorreu no dia 3 de outubro de 1968 por conta dos estudantes da USP cobrarem dos mackenzistas a parte desses na União Nacional dos Estudantes. Irritados, os alunos do Mackenzie resolveram jogar um ovo podre que acertou uma aluna da USP que estava no pedágio. Os alunos da USP, em resposta, jogaram pedras e tijolos nos mackenzistas, e assim começou uma batalha entres eles. Com tiros, coquetéis molotov, foguetes e rojões, o confronto foi tão violento que teve uma morte.

A segunda pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local ocorreu uma invasão na década de 1970. Quais foram os motivos dessa invasão, que fez o bispo Dom Paulo Evaristo Arns proferir a seguinte frase: ‘ aqui só se entra prestando exame vestibular, e só se entra para ajudar o povo e não destruir as coisas.’ A próxima pista está na base de um símbolo divino.”

Foto da segunda pista.

Foto da segunda pista.

Descobrimos que no ano de 1977 estudantes se reuniram na PUC (3º Encontro Nacional de Estudantes), e tinham como principal objetivo reorganizar a União Nacional dos Estudantes, que tinha sido proibida, alguns dias antes, por autoridades de um governo opressor, que muito provavelmente tinham medo que os estudantes se engajassem e tentassem iniciar uma revolução contra o governo ditatorial. Os policiais descobriram o ocorrido e invadiram a faculdade de uma forma muito violenta, queimando diversos documentos e agredindo alunos e professores.

A terceira pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local jovens se reúnem diariamente das 9h às 21h. O local foi construído pela prefeitura em um terreno que foi utilizado como canteiro de obras do metrô. Esse local mistura arte e esporte. Esse local tem o nome da primeira-dama do ex-governador de São Paulo, Laudo Natel. Para pegar a próxima pista tire uma foto com um usuário do parque e poste em seu blog(faça uma legenda para a foto).

Imagem presente na pista 3.

Imagem presente na pista 3.

Por falta de tempo, resolvemos apenas planejar o que iríamos fazer para pular para a pista 4. Mas o local a qual a pista se referia era o parque Zilda Natel que, situado na confluência da Rua Cardoso de Almeida e Avenida Dr.Arnaldo,  foi inaugurado em 15/2/2009 e tem o horário de funcionamento das 9h às 21h. Ele é conhecido popularmente como “parque do skate”, por isso é um lugar frequentado por jovens, entre eles skatistas.

A quarta pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local já se pôde ver toda a cidade e é uma referência importante para a cidade de São Paulo. Ele foi concebido por um húngaro que estudou na Itália. Alguns partidos políticos como PPR, PCB e UDN tiveram suas sedes lá. Para receber sua próxima pista faça um vídeo do melhor ângulo desse local constando um pouco sobre ele.”

Foto presente na pista 4.

Foto presente na pista 4.

Descobrimos que era o Edifício Martinelli, que é um importante prédio para a cidade de São Paulo, Brasil. Situa-se no triângulo formado pela rua São Bento, avenida São João e rua Libero Badaró, no centro da capital paulista. Com 105 metros de altura e 30 pavimentos, foi considerado o arranha-céu mais alto da América Latina, o maior do país entre 1934 e 1947. Em seguida, fomos almoçar na churrascaria Bovinus Fast Grill, e em seguida fomos na doceria Casa Mathilde. Depois, seguimos para o teatro “HYGIENE”, uma peça ao ar livre onde os próprios alunos interagiam com o elenco, que era formado pelo Grupo XIX de Teatro e de lá seguimos de volta para a Móbile.

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Dora e um dos atores do elenco do Grupo XIX de Teatro.

-Lí Garcia

Diário de Viagem (ISA)

Oi, gente, tudo bom? Há um pouco mais de duas semanas fomos com a escola “viajar” para a cidade de São Paulo, e foi uma experiência absolutamente incrível. Vou falar aqui um pouco do que eu fiz em cada um dos três dias:

No primeiro dia fiz o roteiro do consumo, então (como o próprio nome indica) fui a lugares marcantes para o consumo em SP. Saímos da escola de manhã cedo, pegamos o ônibus na Lavandisca e fomos até o Shopping Metrô Santa Cruz. De lá pegamos o metrô até a estação São Bento e andamos até a rua 25 de Março, por onde ficamos passeando e vendo as lojas por uma meia hora. Depois disso fomos andando até a Rua Santa Efigênia, conhecida pelas lojas de eletrônicos, e passamos pelo Viaduto Santa Efigênia e pela Igreja Santa Efigênia. Passamos ao lado do Teatro Municipal enquanto andávamos até a Galeria do Rock, que tem muitas lojas relacionadas ao rock e a outros estilos musicais e estabelecimentos que fazem piercings e tatuagens, e depois fomos para a Rua Oscar Freire e, para isso, passamos pela Paulista e pela Augusta. Na Oscar Freire fomos na sorveteria Ben and Jerry’s, onde eu tomei o sorvete Chocolate Fudge Brownie, que super recomendo! Depois fomos (à pé e de metrô) para o restaurante árabe Halim. A comida estava maravilhosa mas, infelizmente, a câmera nova da minha amiga foi furtada lá enquanto almoçávamos. Depois do almoço fomos para o Brás visitar uma Mesquita, onde nós (meninas) tivemos que usar um lenço na cabeça. A visita foi muito interessante, nós sentamos numa roda e conversamos com o sheikh sobre a religião islâmica, suas crenças e frequentes esteriótipos atribuídos aos muçulmanos. Depois disso voltamos para o hotel de metrô, que aliás, estava bem cheio (era final de tarde). No hotel (Hotel Boulevard São Luís) tomamos banho e jantamos e depois disso, fomos para a Praça Roosevelt, onde teríamos oficinas de parkour, break ou grafite. Eu escolhi fazer a oficina de break e foi muito divertido, nos dividimos em dois grupos, cada um aprendeu alguns passos e depois houve uma disputa. Depois voltamos ao hotel e fomos dormir.

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Eu e minhas amigas no Viaduto Santa Efigênia

Vista do Viaduto Santa Efigênia

Vista do Viaduto Santa Efigênia

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Lateral do Teatro Municipal

No segundo dia, após tomarmos o café da manhã, fomos para a Ocupação Mauá, que fora um hotel abandonado antes de ser ocupado por muitas famílias. A visita foi muito legal e me surpreendi com o quanto o local era organizado e abrigava um número tão grande de pessoas (mais de 200 famílias). Depois da ocupação passamos pela Estação da Luz e passeamos por uma meia hora pelo Parque da Luz, que é muito bonito. Então fomos para a Companhia de Teatro Faroeste, um teatro que pode receber cerca de 80 pessoas estabelecido numa casa na Rua do Triunfo (região da Cracolândia). Lá o diretor Paulo Faria conversou com a gente, nos contou a história da companhia e nos mostrou a casa. Depois disso fomos almoçar no restaurante Acrópole, um restaurante grego. A comida de lá era muito boa, em especial a batata e a sobremesa (eu e minhas amigas experimentamos a torta de nozes e a torta de maçã). De tarde visitamos a São Paulo Cia de Dança, uma escola de dança profissional do estado. Assistimos a um ensaio de alguns bailarinos e a um vídeo sobre a companhia. Depois disso fomos para a Casa do Povo, um centro no Bom Retiro inaugurado em 1953 por judeus imigrantes. O local serve como um centro cultural e para frequentá-lo não é preciso ser judeu. Depois disso, voltamos andando para o hotel e lá tomamos banho e jantamos. Depois do jantar fomos andando até a Cia do Feijão, próxima ao hotel, onde realizamos o nosso sarau. Foi uma noite super divertida, um monte de gente se apresentou, inclusive alguns professores! Depois disso voltamos para o hotel, onde comemos bolo e cantamos parabéns para três alunos que fariam aniversário nos próximos dias, e depois fomos dormir.

Vista do pátio da ocupação Mauá

Vista do pátio da ocupação Mauá

Estação da Luz vista do topo da Ocupação Mauá

Estação da Luz vista do topo da Ocupação Mauá

O terceiro dia, como já disse em posts anteriores, foi o dia do roteiro surpresa. Naquela manhã descobrimos que poderíamos escolher o que fazer e então, sentamos em uma roda e discutimos os lugares que queríamos visitar. Em primeiro, fomos ao Centro Cultural de São Paulo, mas infelizmente muitas coisas lá ainda estavam fechadas, como a biblioteca, então não vimos tantas coisas (nos contentamos com um donuts da cafeteria). Como uma amiga do grupo queria ir na 23 de Maio, aproveitamos a ideia e passamos nos Arcos do Jânio, 29 grandes arcos grafitados (muito legais, a propósito). Fomos para a Liberdade e ficamos passeando por uma meia hora por lá vendo as lojas e barraquinhas. Depois fomos almoçar no restaurante chinês Rong He, onde comemos um delicioso Yakisoba de carne e frango. Depois do almoço fomos de ônibus para o bairro do Belenzinho. Foi nesse ônibus que fiquei conversando com um senhor sobre composição de músicas (assim como contei no post do que me marcou no terceiro dia). Nos encontramos com todos os outros grupos na Vila Maria Zélia, que foi  a primeira vila operária de São Paulo. Nessa vila, ocorrem apresentações do grupo de teatro XIX. Nós assistimos à peça Hygiene deles e foi muito legal. A gente não se sentou num auditório para assisti-la, a peça acontecia ao ar livre e os personagens iam andando pela vila, de forma que ficamos de pé, andando atrás deles (eles também falavam e interagiam com a gente, nos colocando dentro das cenas, o que foi divertido). Quando a peça acabou nos reunimos e conversamos com dois dos atores do grupo de teatro. Depois disso contamos a eles sobre o nosso Estudo do Meio e fizemos o encerramento desse, conversando sobre muitas das experiências que tivemos e o que elas significaram para nós. E depois… acabou! Fomos para o ônibus (desta vez um alugado pela escola e não o público) e voltamos para a escola, onde pegamos nossas malas e fomos para casa.

Eu e minhas amigas na Liberdade

Eu e minhas amigas na Liberdade

Bom, resumindo, foi uma “viagem” maravilhosa. Em primeiro lugar porque foi muito agradável passear com calma pela cidade, opinar sobre aonde queríamos ir e como queríamos ir e realmente prestar atenção ao que estava em nossa volta, pois não havia a chata preocupação de ter que ficar anotando em um caderninho tudo o que conseguíssemos escrever (assim como ocorre nos Estudos do Meio de anos anteriores). Além disso, essa experiência abriu muito os meus olhos para o como a cidade em que eu vivo pode ser divertida e como ela não se resume a Moema, agora tenho mais curiosidade em explorá-la. Eu já esperava que essa seria a minha reação, pois todo mundo do ano acima falava isso, mas só agora eu realmente entendo o que eles quiseram dizer. No começo desse post e no começo desse parágrafo me referi a esse passeio como “viagem”, com o uso de aspas já que ele teria sido para a cidade onde sempre morei. Mas, depois de vivenciar essa experiência, posso dizer que foi uma viagem mesmo, sem aspas nem nada, porque, como o nosso próprio professor João Cunha disse, uma viagem é uma forma de transformação, aquele que parte não é o mesmo que regressa, e um mesmo lugar nunca mais é visto da mesma maneira, e foi isso que esse Estudo do Meio me proporcionou, agradeço muito a essa oportunidade!

– Isa Vieira 🙂

Diário de Viagem – Carol

Os três dias na metrópole foram realmente incríveis e surpreendentes. Eu pelo menos passei por lugares e experienciei coisas que eu nunca poderia antecipar.

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Biblioteca e informática da ocupação Cambrigde.

Primeiro dia, o meu grupo de 19 alunos foi o ultimo a sair da escola. Pegamos um ônibus na Santo Amaro. Descemos num ponto em que o meu conhecimento de mundo não mais se aplicava. “Agora se virem pra chegar na nossa primeira parada” disse o prof. João contemplando as nossas caras de espanto. Ok. Usamos o Google Maps, nos perdemos um pouco pelos dotes geográficos do Vinicius mas enfim chegamos na ocupação Cambridge. Em meio a um clima de estranhamento sentamos em cadeiras feitas com pneus. Na ocupação, que eu imaginava algo como pessoas deitadas em colchoes improvisados, eu subi 15 andares, conversei com um menininho, admirei um desenho na parede de Lucas (um morador que sofre com o autismo), falei sobre sapatos de salto alto com uma moradora do 6o andar. Ao longo do dia, passamos pelo Centro de Apoio ao Imigrante, pela sede da escola de samba Vai Vai e pelo bairro do Bixiga. Na sede da Vai Vai conversamos com os líderes da escola em que eu pude perceber sua paixão pelo samba e pela escola.  Almoçamos numa cantina italiana chamada Conchetta onde o meu grupo batucou nas panelas. Fomos a um museu que contava a história do bairro e depois visitamos uma galeria recém inaugurada de arte com a temática do Bixiga. Já cansados, fomos ao nosso hotel. Como nosso grupo foi um dos primeiros a chegar, eu pude escolher a minha cama no quarto o que também foi muito bom.  Jantamos, mas o dia ainda não tinha acabado. As oficinas começaram as 20h, em que eu fui para a do sticker. Eu tive a brilhante ideia de fazer o contorno da minha mão no adesivo com a tinta spray. Como podem ver na foto, mesmo depois de lavar intensamente a tinta parecia que não queria sair. Fui dormir e acabei sujando o travesseiro da Isa inteiro de vermelho (porque eu estava rolando na cama dela antes de dormir).

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Minha mão suja de tinta spray na manhã do segundo dia.

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Uma das gravuras que buscavam retratar as “trivialidades” do Bixiga na galeria de arte que visitamos.

O segundo dia foi bem menos corrido que o primeiro. Foi um dia dedicado a Arte .  Primeiro nós estávamos andando pelas ruas de São Paulo do nosso hotel até à 23 de Maio. Fomos andando e parando várias vezes para observar os grafittis, pixações e mosaicos ao entorno. Tivemos um momento para fazer entrevistas com as pessoas na rua além de participar na discussão super interessante sobre a arte plástica de rua com o Gui nosso monitor da UGG. E foi no alto da 23 (o melhor momento pra tirar fotos) que minha câmera acabou a bateria.  Fomos também ao SESC Pompéia onde almoçamos e admiramos a exposição da performer Marina Abramovic. Suas obras são extremamente perturbadoras e ao mesmo tempo viciantes. Depois disso pegamos um ônibus até a Vila Madalena para visitar o Beco do Batman (de onde eu também não tenho fotos por conta da maravilhosa bateria da câmera), uma ruela cheia de graffitis incríveis de vários artistas. Visitamos também a galeria de Enivo com quem tivemos uma conversa muito interessante sobre a sua arte e a história dele e da galeria.  Meu pé já doía muito, então por mais que eu seja completamente apaixonada por arte, eu fisicamente necessitava de um banho e da minha cama.Mas ainda tinha o sarau! Eu jantei, cantei com o meu amigo Pretel  e fui dormir.

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Um dos graffitis que vimos enquanto andávamos até a 23 de Maio.

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Escultura de Alvares de Azevedo: o local objetivo da terceira pista.

Bom, primeiramente eu vou explicar com mais detalhes o que aconteceu no terceiro dia da viagem. Nós começamos com a grande expectativa do que estaria por vir já que ninguém sabia o que o prof. João tinha preparado. Nós fizemos um roteiro de pistas, que obrigava o nosso grupo a raciocinar sobre literatura, arte e se locomover em busca de lugares desconhecidos pela cidade. A primeira pista era descobrir o lugar onde se encontra a escultura abaixo e tirar uma foto dela. O Guilherme Rosito descobriu de primeira e nos guiou até o Teatro Municipal. A segunda pista foi pra descontrair: cantar parabéns pra você a uma pessoa muito especial que nasceu em 1999, nossa amiga Luísa Carvalho. A terceira pista já emendada foi achar a escultura a seguir e também fotografá-la. Nós nos guiamos pelo relógio no canto da foto que estava do lado do Teatro Municipal. A quarta pista exigiu um pouco mais de tempo e esforço mental. O objetivo era responder qual era o autor do poema citado na pista e onde a sua escultura estaria. Perguntamos pra alguns estudantes de arte na rua que também não souberam nos responder. Após algumas pesquisas na internet descobrimos que o poeta era Alvares de Azevedo e o lugar era a Faculdade Largo São Francisco. A quinta pista foi achar o lugar da foto, o “Edifício Triangulo” e responder que artista havia feito o mosaico da fachada do prédio. Chegamos lá perguntando para as pessoas na rua e descobrimos que o tal artista era Di Cavalcanti. A ultima pista foi achar o lugar da foto, o qual “ainda abre portas para os famosos cantos gregorianos”. Tal lugar era o Mosteiro São Bento. Depois disso, nós decidimos entrar no Centro Cultural Banco do Brasil para ver uma exposição do Picasso, já que não tinha quase nada de fila. Depois da exposição nós almoçamos e fomos assistir ao teatro Higyene.  Depois do teatro nós pegamos um ônibus fretado de volta à escola, já separados não mais por roteiros mas sim pelas salas normais. O clima era muito frio e um tanto deprimente. E assim, voltamos pra nossa rotina de circulação em Moema.

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Cena do teatro de rua Higyene.

Diário de viagem – Vicky :)

   A aventura começou bem cedinho, dia 6 de maio. Saí de casa e nem tinha saido o Sol ainda, e cheguei na escola com ele começando a dar as caras por de trás das nuvens. Deixei minha mala no lugar certo, me juntei ao grupo 4… E até ai eu ainda não fazia ideia do que estava por vir. Só comecei a entender quando nos deram o primeiro destino e não deram um mapa, nem informações, nem possibilidade de uso de internet. Aí ferrou.

    Sorte do nosso grupo que um dos integrantes conhecia as ruas e o transporte público da cidade como a palma da mão, e logo nos guiou para pegar o ônibus que levava ao metrô santa cruz, e seria por este que chegariamos a nossa primeira parada: a estação Armênia.

       

vista da Estação Armênia, o rio na foto é o Rio Tamanduateí, e à esquerda está a Central Evangélica Armênia de São Paulo


    A nossa parada foi curta. Tempo suficiente para a monitora que estava conosco explicar um pouco da história do bairro e para nós tirarmos algumas fotos. Logo partimos para nosso segundo destino, o Terminal Tietê, que estava a apenas duas estações de distância.

    No terminal pudemos decidir para onde pretendiamos ir. A Teresa(professora) nos deu por volta de 40 minutos para ficarmos soltos e escolhermos por nós próprios o que faríamos lá. Algumas pessoas foram fazer entrevistas, outrar procurar contatos… Eu e mais algumas fomos tomar café e comer algum petisco na Casa do Pão de Queijo. O que me chamou a atenção na estação eram alguns velhinhos, que já bem de idade, iam lá apenas para jogar conversa fora e tocar piano. Eram fofos.

     Do terminal fomos andando para o Parque da juventude, que não era muito longe de lá, mas com certeza teria sido bem cansativo se o caminho não tivesse sido tão bonito e se não estivesse tão bem enfeitado por dezenas de grafitis em todas as “pás” do viaduto que dividia a avenida. Seguem aqui algumas fotos das obras que eu mais gostei:

   
      
Após algum tempo de caminhada(e muitas e muitas fotos) chegamos no parque. Foi outro momento em que Teresa nos liberou, contanto que nós não saíssemos do parque e nem nos adentrassemos muito nele(basicamente para ficar entre a ETEC e a biblioteca, ambas numa praça que marcava o início do parque). Aproveitamos claro, para tirar fotos e fotos de nós mesmos(tem que ter foto pro Instagram!) e também para conversar com muita gente interessante, como com policiais, um homem de pernas de pau(que não eram de madeira) e alguns garotos que andavam de skate por lá.

 
Depois desse tempo de interação, entramos no parque para ver o único muro que ainda existia lá da já demolida Penitenciária Carandiru.

 
 E então fomos andando até o Museu da Penitenciária Paulista, que do outro lado do parque. Passamos por algumas quadras, alguns espaços de lazer(fiquei surpresa com a quantidade de adolecentes jogando bola quarta feira por volta das 11 horas da manhã), e depois de uma caminhada chegamos ao museu.

Tenho que adimitir: apesar de extremamente massante, eu ADOREI a visita. Gosto de ver coisas que estão muito longe de tudo que eu conheço. Como por exemplo, depois de diversos painéis e muita leitura: as celas escuras. Um pequeno cubículo totalmente privado de qualquer luminosidade, ventilação adequada e conforto. Me deu um terror só de ter ficado la durante 1 minuto, não consegui nem imaginar como seria os meses que os prisioneiros passavam lá dentro.

Quando realmente começamos a ver as coisas mais interessantes do museu, como as armas improvisadas, as Teresas e os estilos de tatuagens, tivemos que sair correndo. Pois em poucas horas teríamos que já estar de barriga cheia para podermos ir para a oficina de corpo do Zé Maria.

Nosso almoço foi num restaurante super charmoso chamado Conceição. Lá eu comi a melhor “galinhada” que eu ja tinha comido(sinceramente não sei se era porque era muito bom mesmo ou porque eu estava quase desmaiando de fome), e foi ótimo para repor as energias, sentar um pouco e descansar.
Porém, depois de todo mundo ter se empanturrado de arroz e galinha, tivemos que sair correndo, por um caminho apenas de subidas sinuosas, para onde teríamos a oficina. Foi cansativo.

Não vou contar da oficina do corpo, pois já aprendi que existem experiências, que não importa o quanto você explique, a quantidade de detalhes que você dê, o quanto você insista: quem não viveu não irá entender. Foi assim com o teatro do 9o ano, foi assim com a oficina do corpo, é assim com muitas coisas.

Pois bem. Relaxados, saímos da oficina para buscar nosso caminho para o centro da cidade, onde tinhamos uma visita agendada à uma ocupação. AH, esse caminho! 

Demoramos muito até achar a bendita da rua Marconi. Andamos muito, perguntamos muito, nos perdemos… Foi complicado. Mas depois de muito esforço, finalmente achamos.

Fomos recebidos por pessoas muito simpáticas, que logo nos levaram para uma sala que era a creche da ocupação e tiveram a paciência de responder nossas muitas perguntas, além de contar bastante do movimento, de forma bem compreensível e até que bem detalhada. Foi interessante ouvir este lado da história.

De lá, finalmente! Hotel. Cama. Comida. Descanso. Bom, pelo menos por meia hora.

Saímos de um dia de correria para uma noite de correr, e de pular, e de escalar. Foi a noite das atividades na praça Roosevelt. 

Tinha 3 opções: parkour, break-dance e sticker. Eu escolhi a mais legal. Sempre gostei muito de esportes e disso de mais emoção. Até gosto de dançar, mas já faço isso toda semana. Tem vezes que até da vontade de pular o muro da escola(piada! Não levem a sério!), mas daí já fica mais complicado. Melhor pular o muro da praça mesmo.

Resultado: tentei pular os muros? Tentei todos. Consegui pular os muros? A maioria. Saí cheia de hematoma e toda dolorida? Óbvio. Foi legal? MUITO legal.

Final do dia.
     Dia 2!! Bom dia!! Nada como ser acordada por despertador e caminhão de lixo passando na rua(aliás nota para mim mesma: pesquisar por que passava tanto caminhão debaixo da nossa janela).

Enfim, depois de tomar café, nos arrumar, finalmente acordamos. E fomos para nosso primeiro destino: a Federação Espirita do Estado de São Paulo. Foi bem interessante. Apesar de eu não ter religião nem acreditar em Deus, foi algo que me tocou muito, toda aquela fé reunida num local é algo muito bonito. Até achei legal o Passe e a palavra que disseram lá. Foi bem bonito mesmo.

Depois de lá fomos para o Mosteiro Budista. Esse eu achei MUITO impactante. O monge que nos recebeu nos ensinou como nos portar num mosteiro, como meditava e teve a paciência de explicar tudo que nós perguntavamos sobre o budismo. Foi muito interessante, e só aumentou uma curiosidade antiga minha sobre essa doutrina.

De lá fomos comer. Andamos andamos andamos esse dia. Essa comida foi maravilhosa no momento de fome em que estavamos. Foi um dos melhores yaksobas que eu já comi! (Esse com certeza não foi só por que ej estava com fome). E foi muito divertido o almoço, conversamos, comemos, rimos… Foi “top”.

Depois de novamente empanturrados, decidimos fazer a digestão e ir andando para a próxima parada: o Centro Cultural de SP. Eu provavelmente nunca teria aceitado se eu soubesse que seria tão desagradavel essa ida. Estava garoando forte, o tempo tinha mudado totalmente e agora estava frio, era muita subida… Argh! 

Mas finalmente chegamos lá. E devo adimitir que não foi lá uma visita muito prazerosa pra mim(ler post “segundo dia”) mas no final tomei coragem para ir na biblioteca e explorar um pouco o Centro. Lá também decidimos para onde deveríamos ir, tinhamos 4 opções: Casa das Rosas, Parque Trianon, Centro Cultural do Itaú e Loja Caos. No final, depois de uma votação, escolhemos a Casa das Rosas e a loja Caos. 

Fomos de metrô até a Casa das Rosas. Lá estava tendo uma pequena exposição, e eu senti que quem estava indo lá pela primeira vez se decepcionou um pouco. Mas a casa continua sendo linda e o jardim mais ainda. Ficamos um pouco lá rodando e fomos para a Loja Caos.

 
Fomos até a esquina da Av. Paulista com a Augusta de metrô e de lá descemos a Augusta inteira, para só depois de muita caminhada chegar na Loja, que era quase no final da rua.

A decoração da loja é algo simplismente indescritivel. Eu poderia até postar uma foto, mas não há como entender o que está acontecendo nem o que há na foto. É uma mistura de brinquedos dos anos 70, com cabeças empalhadas, com placas antigas, com luzes esquisitas… É tudo muito louco.

De lá foi apenas mais uma andadinha até o hotel. E foi hora de descansar. Pelo menos até o sarau, onde os alunos mandaram muito, mas(não querendo ser puxa saco) or professores arrazaram!

Fim do dia.

Dia 3.

Nosso dia 3 foi o dia de andar de bike. A apesar de não ter sido roteiro surpresa me surpreendeu tanto quanto.

Me perdooem, mas eu não sei descrever nosso percurso. Eu fui prestando tanta atenção nos detalhes do caminho que não reparei direito nos nomes das ruas. Posso tentar falar os pontos de referência que eu peguei no caminho. Talvez sirvam para uma breve localização:

  • Teatro Municipal
  • Estação da Luz
  • Várzea da Barra Funda
  • Avenida Sumaré(não consegui subir)
  • Ruas da Villa Madalena/Pinheiros
  • Parque do Povo

Pois bem. Depois disso fomos comer, o que deu um certo trabalho por que não tinha planejamente prévio de onde iriam colocar 22 pessoas esfomeadas para comer.

Mas no final acabamos pegando o metrô para chegarmos ao bairro do Belém e lá encontramos um restaurante self service com um churrasco delicioso. Foi bom demais.

E por fim, para completar a odisséia, fomos para a Vila Maria Zélia, onde vimos uma apresentação de teatro totalmente diferente de tudo que eu já tinha visto. Um teatro a céu aberto, utilizando-se das próprias casas da vila e interagindo com o público? Gênial!!

Bom. Fizemos então um fechamento de tudo. Foi muito lindo e muito emocionante. Nessa hora até caiu um cisco no meu olho.

E assim terminou. Fomos para os ônibus e nos despedimos do nosso último estudo do meio(ai que triste pensar nisso!), e no final até ganhamos de brinde aquela uma hora no ônibus, típica de estudos do meio, para brincar e cantar músicas! Adorei tudo!

Do carro à bike ao carro

Sempre andei muito de carro por São Paulo, principalmente por que minha casa é longe de tudo e de todos. Andar de bike só de vez em quando no domingo, e apenas na ciclofaixa! Acho que por causa disso foi uma aventura pra mim o último dia do estudo do meio: sair de bicicleta pela cidade, para percorrer longas distâncias e viver um pouco do fora do carro.

Pois bem, mas terminou o estudo do meio e eu voltei ao carro. Até que, levada bastante pela animação pós “EDM”, tentei convencer minha mãe a me deixar ir para a escola de bicicleta. A resposta foi não.

A princípio fiquei perguntando o porquê dela não deixar, argumentei, disse que foi super tranquilo rodar a cidade, mesmo fora da ciclofaixa… A resposta continuou não. Ela disse que era muito perigoso, principalmente pelo caminho que eu iria, que é um caminho muito movimentado, no qual o ciclista não tem nenhuma preferêncial, e muitas vezes acaba tendo de andar pela sarjeta.

Agora, passado um tempo de observação, realmente percebi a verdade nas palavras dela. Alguns podem descordar bastante, mas o ciclista na cidade de São Paulo praticamente não possui seu espaço. No que eu parei pra observar reparei as buzinas, os xingamentos, as avançadas, e várias coisas que colocavam a vida do ciclista numa situação de extremo risco.

Agora, porque eu não reparei isso quando andei com o grupo? Exatamente por isso: por que estávamos em um grupo. Eu me sentia extremamente segura andando com meus colegas ao lado, fosse na cilcofaixa, fosse numa grande avenida. Nós deixavamos as pessoas curiosas, animadas, alguns motoristas bem furiosos, mas nenhum fez nada que pudesse nos prejudicar(graças também a ajuda dos monitores que nos acompanhavam). Porém, achei incrível como me sentia aflita apenas de ver um ciclista sozinho tentando competir com os carros para atravesssar uma avenida movimentada.

Por enquanto estou postergando o meu plano de ir para a escola de bicicleta. Preciso de menos medo e mais preparo, e as ruas perto da minha casa precisam de ciclofaixas, e os motoristas precisam começar a reconhecer a bicicleta como veículo. Ainda há tempo para que essa mudança ocorra.

– Vick Piscopo

Roteiro Surpresa – Grupo 1 (Carol)

Bom, primeiramente eu vou explicar com mais detalhes o que aconteceu no terceiro dia da viagem. Nós começamos com a grande expectativa do que estaria por vir já que ninguém sabia o que o prof. João tinha preparado. Nós fizemos um roteiro de pistas, que obrigava o nosso grupo a raciocinar sobre literatura, arte e se locomover em busca de lugares desconhecidos pela cidade. DSCN8025A primeira pista era descobrir o lugar onde se encontra a escultura abaixo e tirar uma foto dela. O Guilherme Rosito descobriu de primeira e nos guiou até o Teatro Municipal. DSCN8026

DSCN8030A segunda pista foi pra descontrair: cantar parabéns pra você a uma pessoa muito especial que nasceu em 1999, nossa amiga Luísa Carvalho. A terceira pista já emendada foi achar a escultura a seguir e também fotografá-la. Nós nos guiamos pelo relógio no canto da foto que estava do lado do Teatro Municipal.
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DSCN8051A quarta pista exigiu um pouco mais de tempo e esforço mental. O objetivo era responder qual era o autor do poema
citado na pista e onde a sua escultura estaria. Perguntamos pra alguns estudantes de arte na rua que também não souberam nos responder.

Após algumas pesquisas na internet descobrimos que o poeta era Alvares de Azevedo e o lugar era a Faculdade Largo São Francisco.

DSCN8072A quinta pista foi achar o lugar da foto, o “Edifício Triangulo” e responder que artista havia feito o mosaico da fachada do prédio. Chegamos lá perguntando para as pessoas na rua e descobrimos que o tal artista era Di Cavalcanti.

A ultima pista foi achar o lugar da foto, o qual “ainda abre portas para os famosos cantos gregorianos”. Tal lugar era o Mosteiro São Bento.

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Depois disso, nós decidimos entrar no Centro Cultural Banco do Brasil para ver uma exposição do Picasso, já que não tinha quase nada de fila.

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Depois da exposição nós almoçamos e fomos assistir ao teatro Higyene. O mais legal no dia 3, foi que no meu grupo principalmente mas também na reunião final todos os mobilianos na metrópole tivemos uma conexão muito especial e por isso eu vou guardar com muito carinho esse estudo do meio. A baixo está o vídeo que relata melhor o nosso trajeto.

Um beijo!

Carol Medina

Roteiro Surpresa-Grupo 7 (Lí)

O ultimo dia de viagem de todos os grupos (com exceção do grupo 4) era um roteiro surpresa, o que deixou todos muito curiosos. Bom, o do meu grupo foi uma espécie de caça tesouros ao redor da cidade. A primeira pista tinha o seguinte enunciado: “Nessa rua houve uma famosa batalha entre dois grupos rivais. Houve uma morte. A década era a de 1960. Que batalha foi essa e quais foram os seus motivos? A próxima pista estará no berço do conhecimento ocidental.” Além dessa pista era nos dado uma imagem que fazia parte do local.

Foto da primeira pista

Foto da primeira pista.

Os acontecimentos que nos levaram até o local serão mostrados no vídeo do desafio. Na década de 60, um conflito causado por diferenças políticas ocorreu na rua Maria Antônia (em frente ao Mackenzie). Integrantes da USP, caracterizados por terem uma ideologia mais esquerdista, entraram em um confronto com estudantes da faculdade do Mackenzie (direitistas), sendo que vários desses apoiavam o regime militar. Esse evento ocorreu no dia 3 de outubro de 1968 por conta dos estudantes da USP cobrarem dos mackenzistas a parte desses na União Nacional dos Estudantes. Irritados, os alunos do Mackenzie resolveram jogar um ovo podre que acertou uma aluna da USP que estava no pedágio. Os alunos da USP, em resposta, jogaram pedras e tijolos nos mackenzistas, e assim começou uma batalha entres eles. Com tiros, coquetéis molotov, foguetes e rojões, o confronto foi tão violento que teve uma morte.

A segunda pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local ocorreu uma invasão na década de 1970. Quais foram os motivos dessa invasão, que fez o bispo Dom Paulo Evaristo Arns proferir a seguinte frase: ‘ aqui só se entra prestando exame vestibular, e só se entra para ajudar o povo e não destruir as coisas.’ A próxima pista está na base de um símbolo divino.”

Foto da segunda pista.

Foto da segunda pista.

Descobrimos que no ano de 1977 estudantes se reuniram na PUC (3º Encontro Nacional de Estudantes), que tinha como principal objetivo reorganizar a União Nacional dos Estudantes, que tinha sido proibida, alguns dias antes por autoridades de um governo opressor, que muito provavelmente tinham medo que os estudantes se engajassem e tentassem iniciar uma revolução contra o governo ditatorial. Os policiais descobriram o ocorrido e invadiram a faculdade de uma forma muito violenta, queimando diversos documentos e agredindo alunos e professores.

A terceira pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local jovens se reúnem diariamente das 9h às 21h. O local foi construído pela prefeitura em um terreno que foi utilizado como canteiro de obras do metrô. Esse local mistura arte e esporte. Esse local tem o nome da primeira-dama do ex-governador de São Paulo, Laudo Natel. Para pegar a próxima pista tire uma foto com um usuário do parque e poste em seu blog(faça uma legenda para a foto).

Imagem presente na pista 3.

Imagem presente na pista 3.

Por falta de tempo, resolvemos apenas planejar o que iríamos fazer para pular para a pista 4. Mas o local, a qual a pista se referia era o parque Zilda Natel, que situado na confluência da Rua Cardoso de Almeida e Avenida Dr.Arnaldo,  foi inaugurado em 15/2/2009 e tem o horário de funcionamento das 9h às 21h. Ele é conhecido popularmente como “parque do skate”, por isso é um lugar frequentado por jovens, entre eles skatistas.

A quarta pista tinha o seguinte enunciado: “Nesse local já se pôde ver toda a cidade e é uma referência importante para a cidade de São Paulo. Ele foi concebido por um húngaro que estudou na Itália. Alguns partidos políticos como PPR, PCB e UDN tiveram suas sedes lá. Para receber sua próxima pista faça um vídeo do melhor ângulo desse local constando um pouco sobre ele.”

Foto presente na pista 4.

Foto presente na pista 4.

Descobrimos que era o Edifício Martinelli, um importante prédio para a cidade de São Paulo, Brasil. Situa-se no triângulo formado pela rua São Bento, avenida São João e rua Libero Badaró, no centro da capital paulista. Com 105 metros de altura e 30 pavimentos, foi considerado não só o maior arranha-céu do país, como o mais alto da América Latina, entre 1934 e 1947.

-Lí Garcia