Diário de Viagem (ISA)

Oi, gente, tudo bom? Há um pouco mais de duas semanas fomos com a escola “viajar” para a cidade de São Paulo, e foi uma experiência absolutamente incrível. Vou falar aqui um pouco do que eu fiz em cada um dos três dias:

No primeiro dia fiz o roteiro do consumo, então (como o próprio nome indica) fui a lugares marcantes para o consumo em SP. Saímos da escola de manhã cedo, pegamos o ônibus na Lavandisca e fomos até o Shopping Metrô Santa Cruz. De lá pegamos o metrô até a estação São Bento e andamos até a rua 25 de Março, por onde ficamos passeando e vendo as lojas por uma meia hora. Depois disso fomos andando até a Rua Santa Efigênia, conhecida pelas lojas de eletrônicos, e passamos pelo Viaduto Santa Efigênia e pela Igreja Santa Efigênia. Passamos ao lado do Teatro Municipal enquanto andávamos até a Galeria do Rock, que tem muitas lojas relacionadas ao rock e a outros estilos musicais e estabelecimentos que fazem piercings e tatuagens, e depois fomos para a Rua Oscar Freire e, para isso, passamos pela Paulista e pela Augusta. Na Oscar Freire fomos na sorveteria Ben and Jerry’s, onde eu tomei o sorvete Chocolate Fudge Brownie, que super recomendo! Depois fomos (à pé e de metrô) para o restaurante árabe Halim. A comida estava maravilhosa mas, infelizmente, a câmera nova da minha amiga foi furtada lá enquanto almoçávamos. Depois do almoço fomos para o Brás visitar uma Mesquita, onde nós (meninas) tivemos que usar um lenço na cabeça. A visita foi muito interessante, nós sentamos numa roda e conversamos com o sheikh sobre a religião islâmica, suas crenças e frequentes esteriótipos atribuídos aos muçulmanos. Depois disso voltamos para o hotel de metrô, que aliás, estava bem cheio (era final de tarde). No hotel (Hotel Boulevard São Luís) tomamos banho e jantamos e depois disso, fomos para a Praça Roosevelt, onde teríamos oficinas de parkour, break ou grafite. Eu escolhi fazer a oficina de break e foi muito divertido, nos dividimos em dois grupos, cada um aprendeu alguns passos e depois houve uma disputa. Depois voltamos ao hotel e fomos dormir.

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Eu e minhas amigas no Viaduto Santa Efigênia

Vista do Viaduto Santa Efigênia

Vista do Viaduto Santa Efigênia

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Lateral do Teatro Municipal

No segundo dia, após tomarmos o café da manhã, fomos para a Ocupação Mauá, que fora um hotel abandonado antes de ser ocupado por muitas famílias. A visita foi muito legal e me surpreendi com o quanto o local era organizado e abrigava um número tão grande de pessoas (mais de 200 famílias). Depois da ocupação passamos pela Estação da Luz e passeamos por uma meia hora pelo Parque da Luz, que é muito bonito. Então fomos para a Companhia de Teatro Faroeste, um teatro que pode receber cerca de 80 pessoas estabelecido numa casa na Rua do Triunfo (região da Cracolândia). Lá o diretor Paulo Faria conversou com a gente, nos contou a história da companhia e nos mostrou a casa. Depois disso fomos almoçar no restaurante Acrópole, um restaurante grego. A comida de lá era muito boa, em especial a batata e a sobremesa (eu e minhas amigas experimentamos a torta de nozes e a torta de maçã). De tarde visitamos a São Paulo Cia de Dança, uma escola de dança profissional do estado. Assistimos a um ensaio de alguns bailarinos e a um vídeo sobre a companhia. Depois disso fomos para a Casa do Povo, um centro no Bom Retiro inaugurado em 1953 por judeus imigrantes. O local serve como um centro cultural e para frequentá-lo não é preciso ser judeu. Depois disso, voltamos andando para o hotel e lá tomamos banho e jantamos. Depois do jantar fomos andando até a Cia do Feijão, próxima ao hotel, onde realizamos o nosso sarau. Foi uma noite super divertida, um monte de gente se apresentou, inclusive alguns professores! Depois disso voltamos para o hotel, onde comemos bolo e cantamos parabéns para três alunos que fariam aniversário nos próximos dias, e depois fomos dormir.

Vista do pátio da ocupação Mauá

Vista do pátio da ocupação Mauá

Estação da Luz vista do topo da Ocupação Mauá

Estação da Luz vista do topo da Ocupação Mauá

O terceiro dia, como já disse em posts anteriores, foi o dia do roteiro surpresa. Naquela manhã descobrimos que poderíamos escolher o que fazer e então, sentamos em uma roda e discutimos os lugares que queríamos visitar. Em primeiro, fomos ao Centro Cultural de São Paulo, mas infelizmente muitas coisas lá ainda estavam fechadas, como a biblioteca, então não vimos tantas coisas (nos contentamos com um donuts da cafeteria). Como uma amiga do grupo queria ir na 23 de Maio, aproveitamos a ideia e passamos nos Arcos do Jânio, 29 grandes arcos grafitados (muito legais, a propósito). Fomos para a Liberdade e ficamos passeando por uma meia hora por lá vendo as lojas e barraquinhas. Depois fomos almoçar no restaurante chinês Rong He, onde comemos um delicioso Yakisoba de carne e frango. Depois do almoço fomos de ônibus para o bairro do Belenzinho. Foi nesse ônibus que fiquei conversando com um senhor sobre composição de músicas (assim como contei no post do que me marcou no terceiro dia). Nos encontramos com todos os outros grupos na Vila Maria Zélia, que foi  a primeira vila operária de São Paulo. Nessa vila, ocorrem apresentações do grupo de teatro XIX. Nós assistimos à peça Hygiene deles e foi muito legal. A gente não se sentou num auditório para assisti-la, a peça acontecia ao ar livre e os personagens iam andando pela vila, de forma que ficamos de pé, andando atrás deles (eles também falavam e interagiam com a gente, nos colocando dentro das cenas, o que foi divertido). Quando a peça acabou nos reunimos e conversamos com dois dos atores do grupo de teatro. Depois disso contamos a eles sobre o nosso Estudo do Meio e fizemos o encerramento desse, conversando sobre muitas das experiências que tivemos e o que elas significaram para nós. E depois… acabou! Fomos para o ônibus (desta vez um alugado pela escola e não o público) e voltamos para a escola, onde pegamos nossas malas e fomos para casa.

Eu e minhas amigas na Liberdade

Eu e minhas amigas na Liberdade

Bom, resumindo, foi uma “viagem” maravilhosa. Em primeiro lugar porque foi muito agradável passear com calma pela cidade, opinar sobre aonde queríamos ir e como queríamos ir e realmente prestar atenção ao que estava em nossa volta, pois não havia a chata preocupação de ter que ficar anotando em um caderninho tudo o que conseguíssemos escrever (assim como ocorre nos Estudos do Meio de anos anteriores). Além disso, essa experiência abriu muito os meus olhos para o como a cidade em que eu vivo pode ser divertida e como ela não se resume a Moema, agora tenho mais curiosidade em explorá-la. Eu já esperava que essa seria a minha reação, pois todo mundo do ano acima falava isso, mas só agora eu realmente entendo o que eles quiseram dizer. No começo desse post e no começo desse parágrafo me referi a esse passeio como “viagem”, com o uso de aspas já que ele teria sido para a cidade onde sempre morei. Mas, depois de vivenciar essa experiência, posso dizer que foi uma viagem mesmo, sem aspas nem nada, porque, como o nosso próprio professor João Cunha disse, uma viagem é uma forma de transformação, aquele que parte não é o mesmo que regressa, e um mesmo lugar nunca mais é visto da mesma maneira, e foi isso que esse Estudo do Meio me proporcionou, agradeço muito a essa oportunidade!

– Isa Vieira 🙂

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