Do carro à bike ao carro

Sempre andei muito de carro por São Paulo, principalmente por que minha casa é longe de tudo e de todos. Andar de bike só de vez em quando no domingo, e apenas na ciclofaixa! Acho que por causa disso foi uma aventura pra mim o último dia do estudo do meio: sair de bicicleta pela cidade, para percorrer longas distâncias e viver um pouco do fora do carro.

Pois bem, mas terminou o estudo do meio e eu voltei ao carro. Até que, levada bastante pela animação pós “EDM”, tentei convencer minha mãe a me deixar ir para a escola de bicicleta. A resposta foi não.

A princípio fiquei perguntando o porquê dela não deixar, argumentei, disse que foi super tranquilo rodar a cidade, mesmo fora da ciclofaixa… A resposta continuou não. Ela disse que era muito perigoso, principalmente pelo caminho que eu iria, que é um caminho muito movimentado, no qual o ciclista não tem nenhuma preferêncial, e muitas vezes acaba tendo de andar pela sarjeta.

Agora, passado um tempo de observação, realmente percebi a verdade nas palavras dela. Alguns podem descordar bastante, mas o ciclista na cidade de São Paulo praticamente não possui seu espaço. No que eu parei pra observar reparei as buzinas, os xingamentos, as avançadas, e várias coisas que colocavam a vida do ciclista numa situação de extremo risco.

Agora, porque eu não reparei isso quando andei com o grupo? Exatamente por isso: por que estávamos em um grupo. Eu me sentia extremamente segura andando com meus colegas ao lado, fosse na cilcofaixa, fosse numa grande avenida. Nós deixavamos as pessoas curiosas, animadas, alguns motoristas bem furiosos, mas nenhum fez nada que pudesse nos prejudicar(graças também a ajuda dos monitores que nos acompanhavam). Porém, achei incrível como me sentia aflita apenas de ver um ciclista sozinho tentando competir com os carros para atravesssar uma avenida movimentada.

Por enquanto estou postergando o meu plano de ir para a escola de bicicleta. Preciso de menos medo e mais preparo, e as ruas perto da minha casa precisam de ciclofaixas, e os motoristas precisam começar a reconhecer a bicicleta como veículo. Ainda há tempo para que essa mudança ocorra.

– Vick Piscopo

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