O que faríamos diferente?

Passamos grande parte desse ano nos dedicando ao nosso documentário sobre os bares na cidade de São Paulo. Apesar de todas as dificuldades encontradas, achamos que o produto final ficou, no geral, bem legal. No entanto, agora percebemos coisas que teríamos feito diferente se pudéssemos.

Em primeiro lugar, faríamos as filmagens com mais calma, prestando mais atenção na câmera e checando se a imagem estava bem enquadrada ou se a iluminação estava boa, já que perdemos ou prejudicamos entrevistas por causa desses descuidos. Outro problema foi a dificuldade de se encontrar, pois na maioria dos dias não conseguíamos estar todas presentes. Isso foi bem difícil principalmente na hora de editar o filme, já que em vários dos dias trabalhamos cada uma de sua casa, e isso tornou a edição mais complicada. Também vemos agora o quanto é importante a organização dos horários. Achamos que deveríamos ter nos organizado melhor para que as entrevistas fossem feitas mais ao longo do ano, e não concentradas em dois meses. Ahh, exercitar melhor a paciência também é uma boa!

Além disso, a ideia de deixar tudo para a última hora e de não ter se preparado propriamente para fazer uma entrevista prejudicou o nosso grupo, em decorrência de não termos um material bom, pré-selecionado. Dessa forma, não foi possível se aprofundar na tese como queríamos, muito menos visitar todos os bares selecionados, e, posteriormente relacionar essa tese sobre os bares com a cidade e com o  seu clima urbano.

Bom, essas são as principais coisas que faríamos diferente num trabalho como esse. Apesar desses obstáculos, ficamos satisfeitas com o resultado, e esperamos que todos gostem do nosso minidocumentário. Um grande beijo!

Carol, Isa, Lí e Vic.

Sobre os 3 dias na nossa SP – Vic

Nasci e cresci na cidade de São Paulo, sempre tive muito contato e fui muito próxima dela. E os três dias do estudo do meio me ajudaram muito a estreitar essa relação, a partir de dois fatores principais.

O primeiro diz respeito a quantidade de coisas que eu descobri que ainda existem  pra serem exploradas na cidade. Apesar de eu conhecer as ruas e os pontos principais delas, nunca iria imaginar que parando em um pequeno restaurante eu iria comer uma comida tão boa, ou que uma lojinha que possívelmente passaria batida no dia a dia poderia ter coisas tão incríveis por dentro. Agora tenho andado mais atenta a esses pequenos detalhes.

Segundamente, venho falar do mais importante, o que realmente grudou na minha cabeça e constantemente me faz refletir: a minha relação com o outro. O outro cidadão, a outra pessoa, aquele que está esperando o semáforo abrir do outro lado da rua, aquele que está dentro do fiat preto que não para de buzinar, aquele morador de rua que está dormindo ao lado de seu cão embaixo de uma ponte, aquela senhora de aspecto cansado que está descendo do mesmo ônibus que eu irei pegar. Todos esses outros. O projeto me fez pensar que eu faço parte dos outros de outra pessoa, assim como todos os cidadão de SP, e assim nós formamos uma massa de outros, porém, sem pensar que somos pessoas, com histórias, com experiências, com famílias(ou não), com passados e sonhos. Depois da visita a tantos lugares(principalmente os locais religiosos e a ocupação), e contato com tantas singularidades, eu passei a me sentir mais parte da cidade, por tentar ao máximo ver a humanidade em cada indivíduo, e assim ter um sentimento de pertencer: pertenço a cidade ao pertencer a massa ao ser uma singularidade no meio de tantas outras. Sem mais entrar num metrô pensando que sou eu a única que estou incomodada com a abarrotação do vagão. Todos estamos, e todos temos um motivo distinto para pegar o metrô.

Fui muito profunda agora. Ufa! 😀

Reflexões sobre o projeto: A Cidade – Isadora

Olá gente, tudo bom?

Os três dias que passeamos por São Paulo no nosso estudo do meio foram simplesmente incríveis. Foi muito bom andar por nossa cidade não apenas como um local de passagem e conhecer lugares diversos que nunca tínhamos visitado ou sequer ouvido falar. A melhor parte para mim foi que, diferente das outras viagens que fizemos com a escola, nessa a gente não teve que ficar andando por todo o lado com um caderninho na mão, tentando (para mim, pelo menos, com muita dificuldade) pegar todas as informações específicas que tinham que ser anotadas. Isso, além de não deixar a viagem estressante, permitiu que prestássemos mais atenção ao que estava ao nosso redor, ao invés de ficar se esforçando para pegar cada palavra de uma “aula expositiva do guia”.

Dessa forma, o Estudo do Meio, assim como o projeto, que também fez com que fossemos para bares de diferentes localizações da cidade, provocou um maior contato com São Paulo. Depois desse ano, tenho mais interesse em conhecer a cidade onde vivo e tenho mais noção de que ela tem, sim, atrações e atividades legais. Apesar disso, admito que ainda posso desenvolver mais essa atitude, pois embora veja a cidade de outra maneira, não desenvolvi uma paixão por ela e também (aliada à falta de tempo e à preguiça) não me esforcei tanto para sair e tentar programas novos por São Paulo.

Portanto, acho que o projeto do Móbile na Metrópole como um todo foi muito interessante, e me mostrou que a cidade vai bem mais além daquilo que eu já conhecia. No entanto, ainda quero entrar mais em contato com São Paulo, pois mesmo que minhas ideias sobre ela tenham mudado, na prática ainda posso mudar mais.

Isa Vieira

Reflexões sobre o processo – A Cidade – Carol Medina

Os três dias que passamos na verdadeira São Paulo foram de um valor imensurável pra mim, apesar de eu já ter antes do projeto a curiosidade e sonho de me locomover sozinha pela cidade. O Móbile na Metrópole me deu as ferramentas para tal. Sempre fui uma pessoa muito perdida geograficamente o que explica um pouco a preocupacao de meus pais com a minha falta de noção de espaço. Acho que com a experiência que vivemos naqueles três dias eu agoro sei novas formar de viver São Paulo. Aprendi a agir no metrô, a perguntar sobre o meu destino para pessoas na rua… Além disso, o mais importante: começei a me interessar realmente sobre a organização da cidade. Já passei alguns dias com meu irmao aprendendo sobre nomes de ruas e bairros dos mais diversos. Isso me deu confiança e também me inspirou a ir a novos lugares nunca antes descobertos por mim. O móbile na metrópole, na realidade, me deu mais liberdade (um aspecto extremamente necessário à essência de Carol Medina que não parece se contentar com o mundo “conhecido”).

Carol

Reflexões sobre o projeto- A cidade- Lí Garcia

Após os três dias de estudo do meio que fizemos, por São Paulo, minha relação com a cidade mudou em relação aos espaços públicos. De forma que passei a prestar mais atenção ao que passava ao meu redor no dia a dia, atualmente quando ando pela minha metrópole.

Com essa mudança acerca da minha visão comecei a pesquisar mais acerca sobre os lugares que geralmente frequento e comecei também a sentir que aquela cidade também era minha, e não apenas um mero espaço de passagem. Sentindo, sobretudo, um peso grande de responsabilidade por saber que a cidade também  é minha, então o que poderia fazer para mudá-la? Essa reflexão só mudou graças ao projeto. Valeu Móbile por essa experiência e pelos professores que tiveram essa ideia, e apostaram nela.

Abraço, Lí Garcia.

O que aprendi ao fazer esse documentário – Vic

Muito mais legal do que fazer relatórios científicos ou cálculos matemáticos como nos outros anos! Mas ainda assim deu trabalho e uma boa carga de estresse em cima do grupo.

Eu fui com muito entusiasmo fazer esse projeto, principalmente por filmagens e mídias serem parte do que eu quero para minha vida futuramente(tv e publicidade). E essa experiência me ensinou muito sobre isso de produção de conteúdo, como por exemplo saber lidar com imprevistos e saber se adequar ao ambiente no qual filmamos.

Como assim? Bom, um exemplo de imprevisto inclusive ficou no documentário: um terceiro invadir a filmagem e ficar fazendo gracinha pra câmera; ou ir entrevistar uma pessoa, ela pedir um momento para se preparar(uns 20 minutos) e voltar claramente bêbada e drogada e desistir de dar a entrevista. Pois é, algumas vezes foi bem frustante.

E sobre a questão de se adequar ao ambiente: nosso trabalho é sobre bares, gravado em bares entrevistando frequentadores e trabalhadores de bares. Bares não são ambientes formais. Em determinado momento eu percebi que não fazia sentido nós chegarmos pedindo permissão com muitas cerimônias, bastava comprimentar, conversar um pouco com os donos/funcionários e com os clientes no balcão, que logo já tinhamos uma conversa super interessante e histórias ótimas para o documentário, e tudo bem descontraído, do jeito que uma conversa de bar deve ser. Nos proporcionando boas risadas e uma boa filmagem, sem deixar os entrevistados desconfortaveis ou travados na hora de falar.

Infelizmente, devido a um problema que eu estou tendo em relação a notas que eu preciso recuperar, eu não pude dar a atenção que eu queria ter dado a essa parte de filmagens, pois muitas vezes tinha que ficar em casa estudando química e física. E por isso o resultado final desse projeto não reflete muito o que eu tinha idealizado. 😦

Reflexões sobre o projeto – O processo – Carol Medina

Durante o processo em que nos dedicamos a realizar o documentário “um gole de vida” com a temática da vida boêmia em são Paulo tivemos muitos altos e baixos. Os altos acredito que foram mais no inicio em que estávamos ansiosas e idealizando muito o projeto. Os baixos acredito que foram quando entramos em alguns conflitos como grupo com a divisão de tarefas. Acho que o mais complicado foi conciliar estudos com todas as exigências do documentário (como pesquisas, filmagens, posts).

Os dias em que saímos para entrevistar foram divertidos e acabamos conhecendo pessoas de todos os tipos, o que promoveu uma transformação em nossas vidas é claro. Conversar com pessoas que eu nunca vi na vida foi uma novidade e trouxe boas lembranças. Terias sido muito melhor se tais viagens por são Paulo não fosse tão concentradas em um único período e sim mais espalhadas de forma a evitar o cansaço. Porém acho que neste quesito foi uma má organização pessoal nossa.

O projeto em si foi gratificante, ainda mesmo que tenha disso longo e trabalhoso… Para mim, pelo menos, eu tive um certo alívio quando vi o documentário pronto mas muito orgulho também. Algumas questões técnicas do vídeo poderiam ter sido melhoradas, mas novamente foi um problema de nossa responsabilidade.

O blog tem momentos em que foi esquecido pois estávamos nos preocupando com outras coisas, o que eu acho completamente compreensível. Porém no geral, acredito que o nosso esforço resultou numa boa qualidade estética e bom conteúdo, não propriamente em quantidade. – Carol

O que aprendi com o nosso projeto? – Isa

Oi gente, tudo bom?

No mês passado, terminamos o nosso minidocumentário sobre os bares na cidade de São Paulo. Por um lado, foi um projeto legal de se fazer pois a ideia era boa e diferente dos trabalhos dos anos anteriores. Por outro lado, podemos realmente chamar isso de trabalho, porque tivemos que dedicar um tempo e paciência absurdos a ele.

Uma das coisas que aprendi ao fazer o documentário foi a ter mais atenção e não fazer as gravações com pressa, pois teve vezes em que esquecemos de conferir o equipamento e comprometemos a qualidade da entrevista ou até mesmo não pudemos usá-la. O projeto também me mostrou que para trabalhar em grupo é preciso ter paciência, mas também nunca deixar de dizer algo que você pensa, pois isso pode ser pior para o trabalho no final. Como fomos a diversos bares fazer entrevistas, uma coisa muito boa que o minidocumentário acabou me proporcionando foi o encontro com pessoas novas, que eram dos mais diversos tipos e nos contaram relatos muito legais. Além disso, o projeto permitiu que tivéssemos um grande contato com nossa cidade, o que foi muito importante.

Acho que o blog e o minidocumentário traduzem o processo de aprendizado que tivemos ao longo desse ano. Quando começamos o blog no começo do ano ainda estávamos menos inspiradas, mas conforme os meses foram passando, surgiram mais idéias de como trabalhar o tema, fizemos mais posts sobre os bares e a cidade de São Paulo e também fomos aprimorando a estética e os recursos do blog. O mesmo aconteceu com o documentário, não tínhamos um roteiro fechado de como seria exatamente a montagem do filme, mas conforme saíamos para fazer as entrevistas, pensávamos em novas idéias, no que ainda faltava, no que já tínhamos conseguido e em como juntaríamos tudo. Tivemos também muitas dificuldades em lidar com o tempo, com nossas diferentes opiniões e personalidades, com o estresse e tudo mais, mas essas coisas e nossas tentativas de superá-las também refletem no produto final.

Mesmo com todos os problemas, não deixou de ser um projeto muito interessante e, com certeza memorável. Espero que todos tenham gostado do blog e do nosso minidocumentário. Um grande beijo!

Isa Vieira

Reflexões sobre o projeto- O processo-Lí Garcia

Trabalhoso. Exaustivo. Enlouquecedor, contagiante e surpreendente. Fazer um documentário foi muito mais desafiador do que eu esperava, ao mesmo tempo que fiquei animada com o tema, com a ideia e achasse que isso fosse fazer com que eu me esforçasse mais, por vezes me achava com a menor vontade de realizar ta projeto, pelo cansaço da semana e por ser mais uma coisa a ser feita. Entretanto, essa “Santa Ignorância”, estranhamente passava assim que começava a conversar com alguém ou quando começava a prestar mais atenção ao que me falavam. Em outras palavras, o tempo que acaba dedicando ao blog, acabava sendo o mesmo tempo que ampliava meu repertório de mundo, e, posteriormente acabava sendo uma autoafirmação de que não podia me deixar mergulhar em “minha caixinha”.

O documentário desconstruiu na minha cabeça, a ideia de que trabalhar com arte visual, em geral era fácil, mas dá muito mais trabalho, dedicação, tempo, paciência do que é esperado. Essa ideia vinha dos meus amigos, que faziam algo relacionado a arte visual, que transpareciam a ideia de ser fácil.

O blog foi a evolução desse processo, sendo que o primeiro bimestre se caracterizou por parecer ser algo fácil, informal de ser feito; o segundo e terceiros bimestres foram os mais desafiadores em questão de esforço e trabalho. Isso ocorreu, em decorrência de o tema ter de ser estudado mais profundamente. Sendo que os posts acabaram ficando mais profundos mais densos e mais detalhados.

Essa mudança também pode ser percebida nas entrevistas do minidocumentário, uma vez que reparamos, durante a primeira entrevista que o som estava em péssima qualidade e  que seria necessário a utilização de um microfone, mudanças que adotamos nas entrevistas seguintes.

Abraços, Lí Garcia.