Como avaliamos o projeto?

Oi gente, tudo bom?

A idéia do projeto, de buscar enxergar nossa cidade de uma outra forma, foi muito legal, assim como a viagem de três dias por São Paulo, que cumpriu tal objetivo. No entanto, muitas vezes o projeto acabou se tornando um peso já que, por causa de todo o trabalho e estresse, as vezes passava a ser visto muito mais como uma obrigação e não como algo prazeroso. A nossa longa rotina e os conflitos de trabalhar com um mesmo grupo por todo o ano são exemplos de coisas que tornam o processo desgastante. Apesar de todas essas dificuldades na hora de executar o projeto, ele foi, no geral, bem interessante e diferente dos trabalhos de que já estávamos acostumadas a fazer nos últimos anos de Mobile. Sugerimos que mantenham o modo como a viagem em maio foi feita: com maior liberdade, sem a obrigação de passar o dia anotando informações requeridas em um caderninho para fazer uma atividade avaliativa já na mesma noite no hotel. Isso foi um dos principais fatores para a viagem desse ano ter sido tão boa, e é importante que isso seja mantido. Outra sugestão para os professores é, se possível, não marcar a entrega do trabalho logo antes da semana de provas, pois foi muito difícil de finalizar o projeto e fazer todas as nossas outras obrigações, de forma que, com frequência, tivemos que escolher entre dedicar tempo aos estudos ou ao minidocumentário. Ainda sobre isso, sugerimos aos alunos que não deixem para fazer tudo de última hora, adiantem o que puder ser adiantado, pois vai tornar o processo menos estressante!

Carol, Isa, Li, Vicky

O que faríamos diferente?

Passamos grande parte desse ano nos dedicando ao nosso documentário sobre os bares na cidade de São Paulo. Apesar de todas as dificuldades encontradas, achamos que o produto final ficou, no geral, bem legal. No entanto, agora percebemos coisas que teríamos feito diferente se pudéssemos.

Em primeiro lugar, faríamos as filmagens com mais calma, prestando mais atenção na câmera e checando se a imagem estava bem enquadrada ou se a iluminação estava boa, já que perdemos ou prejudicamos entrevistas por causa desses descuidos. Outro problema foi a dificuldade de se encontrar, pois na maioria dos dias não conseguíamos estar todas presentes. Isso foi bem difícil principalmente na hora de editar o filme, já que em vários dos dias trabalhamos cada uma de sua casa, e isso tornou a edição mais complicada. Também vemos agora o quanto é importante a organização dos horários. Achamos que deveríamos ter nos organizado melhor para que as entrevistas fossem feitas mais ao longo do ano, e não concentradas em dois meses. Ahh, exercitar melhor a paciência também é uma boa!

Além disso, a ideia de deixar tudo para a última hora e de não ter se preparado propriamente para fazer uma entrevista prejudicou o nosso grupo, em decorrência de não termos um material bom, pré-selecionado. Dessa forma, não foi possível se aprofundar na tese como queríamos, muito menos visitar todos os bares selecionados, e, posteriormente relacionar essa tese sobre os bares com a cidade e com o  seu clima urbano.

Bom, essas são as principais coisas que faríamos diferente num trabalho como esse. Apesar desses obstáculos, ficamos satisfeitas com o resultado, e esperamos que todos gostem do nosso minidocumentário. Um grande beijo!

Carol, Isa, Lí e Vic.

O que aprendi ao fazer esse documentário – Vic

Muito mais legal do que fazer relatórios científicos ou cálculos matemáticos como nos outros anos! Mas ainda assim deu trabalho e uma boa carga de estresse em cima do grupo.

Eu fui com muito entusiasmo fazer esse projeto, principalmente por filmagens e mídias serem parte do que eu quero para minha vida futuramente(tv e publicidade). E essa experiência me ensinou muito sobre isso de produção de conteúdo, como por exemplo saber lidar com imprevistos e saber se adequar ao ambiente no qual filmamos.

Como assim? Bom, um exemplo de imprevisto inclusive ficou no documentário: um terceiro invadir a filmagem e ficar fazendo gracinha pra câmera; ou ir entrevistar uma pessoa, ela pedir um momento para se preparar(uns 20 minutos) e voltar claramente bêbada e drogada e desistir de dar a entrevista. Pois é, algumas vezes foi bem frustante.

E sobre a questão de se adequar ao ambiente: nosso trabalho é sobre bares, gravado em bares entrevistando frequentadores e trabalhadores de bares. Bares não são ambientes formais. Em determinado momento eu percebi que não fazia sentido nós chegarmos pedindo permissão com muitas cerimônias, bastava comprimentar, conversar um pouco com os donos/funcionários e com os clientes no balcão, que logo já tinhamos uma conversa super interessante e histórias ótimas para o documentário, e tudo bem descontraído, do jeito que uma conversa de bar deve ser. Nos proporcionando boas risadas e uma boa filmagem, sem deixar os entrevistados desconfortaveis ou travados na hora de falar.

Infelizmente, devido a um problema que eu estou tendo em relação a notas que eu preciso recuperar, eu não pude dar a atenção que eu queria ter dado a essa parte de filmagens, pois muitas vezes tinha que ficar em casa estudando química e física. E por isso o resultado final desse projeto não reflete muito o que eu tinha idealizado. 😦

Reflexões sobre o projeto – O processo – Carol Medina

Durante o processo em que nos dedicamos a realizar o documentário “um gole de vida” com a temática da vida boêmia em são Paulo tivemos muitos altos e baixos. Os altos acredito que foram mais no inicio em que estávamos ansiosas e idealizando muito o projeto. Os baixos acredito que foram quando entramos em alguns conflitos como grupo com a divisão de tarefas. Acho que o mais complicado foi conciliar estudos com todas as exigências do documentário (como pesquisas, filmagens, posts).

Os dias em que saímos para entrevistar foram divertidos e acabamos conhecendo pessoas de todos os tipos, o que promoveu uma transformação em nossas vidas é claro. Conversar com pessoas que eu nunca vi na vida foi uma novidade e trouxe boas lembranças. Terias sido muito melhor se tais viagens por são Paulo não fosse tão concentradas em um único período e sim mais espalhadas de forma a evitar o cansaço. Porém acho que neste quesito foi uma má organização pessoal nossa.

O projeto em si foi gratificante, ainda mesmo que tenha disso longo e trabalhoso… Para mim, pelo menos, eu tive um certo alívio quando vi o documentário pronto mas muito orgulho também. Algumas questões técnicas do vídeo poderiam ter sido melhoradas, mas novamente foi um problema de nossa responsabilidade.

O blog tem momentos em que foi esquecido pois estávamos nos preocupando com outras coisas, o que eu acho completamente compreensível. Porém no geral, acredito que o nosso esforço resultou numa boa qualidade estética e bom conteúdo, não propriamente em quantidade. – Carol

O que aprendi com o nosso projeto? – Isa

Oi gente, tudo bom?

No mês passado, terminamos o nosso minidocumentário sobre os bares na cidade de São Paulo. Por um lado, foi um projeto legal de se fazer pois a ideia era boa e diferente dos trabalhos dos anos anteriores. Por outro lado, podemos realmente chamar isso de trabalho, porque tivemos que dedicar um tempo e paciência absurdos a ele.

Uma das coisas que aprendi ao fazer o documentário foi a ter mais atenção e não fazer as gravações com pressa, pois teve vezes em que esquecemos de conferir o equipamento e comprometemos a qualidade da entrevista ou até mesmo não pudemos usá-la. O projeto também me mostrou que para trabalhar em grupo é preciso ter paciência, mas também nunca deixar de dizer algo que você pensa, pois isso pode ser pior para o trabalho no final. Como fomos a diversos bares fazer entrevistas, uma coisa muito boa que o minidocumentário acabou me proporcionando foi o encontro com pessoas novas, que eram dos mais diversos tipos e nos contaram relatos muito legais. Além disso, o projeto permitiu que tivéssemos um grande contato com nossa cidade, o que foi muito importante.

Acho que o blog e o minidocumentário traduzem o processo de aprendizado que tivemos ao longo desse ano. Quando começamos o blog no começo do ano ainda estávamos menos inspiradas, mas conforme os meses foram passando, surgiram mais idéias de como trabalhar o tema, fizemos mais posts sobre os bares e a cidade de São Paulo e também fomos aprimorando a estética e os recursos do blog. O mesmo aconteceu com o documentário, não tínhamos um roteiro fechado de como seria exatamente a montagem do filme, mas conforme saíamos para fazer as entrevistas, pensávamos em novas idéias, no que ainda faltava, no que já tínhamos conseguido e em como juntaríamos tudo. Tivemos também muitas dificuldades em lidar com o tempo, com nossas diferentes opiniões e personalidades, com o estresse e tudo mais, mas essas coisas e nossas tentativas de superá-las também refletem no produto final.

Mesmo com todos os problemas, não deixou de ser um projeto muito interessante e, com certeza memorável. Espero que todos tenham gostado do blog e do nosso minidocumentário. Um grande beijo!

Isa Vieira

Reflexões sobre o projeto- O processo-Lí Garcia

Trabalhoso. Exaustivo. Enlouquecedor, contagiante e surpreendente. Fazer um documentário foi muito mais desafiador do que eu esperava, ao mesmo tempo que fiquei animada com o tema, com a ideia e achasse que isso fosse fazer com que eu me esforçasse mais, por vezes me achava com a menor vontade de realizar ta projeto, pelo cansaço da semana e por ser mais uma coisa a ser feita. Entretanto, essa “Santa Ignorância”, estranhamente passava assim que começava a conversar com alguém ou quando começava a prestar mais atenção ao que me falavam. Em outras palavras, o tempo que acaba dedicando ao blog, acabava sendo o mesmo tempo que ampliava meu repertório de mundo, e, posteriormente acabava sendo uma autoafirmação de que não podia me deixar mergulhar em “minha caixinha”.

O documentário desconstruiu na minha cabeça, a ideia de que trabalhar com arte visual, em geral era fácil, mas dá muito mais trabalho, dedicação, tempo, paciência do que é esperado. Essa ideia vinha dos meus amigos, que faziam algo relacionado a arte visual, que transpareciam a ideia de ser fácil.

O blog foi a evolução desse processo, sendo que o primeiro bimestre se caracterizou por parecer ser algo fácil, informal de ser feito; o segundo e terceiros bimestres foram os mais desafiadores em questão de esforço e trabalho. Isso ocorreu, em decorrência de o tema ter de ser estudado mais profundamente. Sendo que os posts acabaram ficando mais profundos mais densos e mais detalhados.

Essa mudança também pode ser percebida nas entrevistas do minidocumentário, uma vez que reparamos, durante a primeira entrevista que o som estava em péssima qualidade e  que seria necessário a utilização de um microfone, mudanças que adotamos nas entrevistas seguintes.

Abraços, Lí Garcia.

Argumento – Mini Documentário “Histórias de Bar”

Fazer da boemia uma arte, uma tese, um estudo. Não existiria poesia se não existissem purificações alcoólicas da alma -Marília Miños

O vídeo abaixo apresenta nossas propostas e ideias em relação ao nosso projeto final: um mini-documentário:

Além das fontes citadas no vídeo utilizamos também os sites a seguir pra embasar nossa pesquisa:

http://www.foodservicenews.com.br/turismo-influencia-projecao-para-bares-e-restaurantes/

http://www.visitesaopaulo.com/dados-da-cidade.asp

E agora só pra descontrair: aqui está um vídeo dos erros de gravação do dia das filmagens…

Ultimas Conversas – Uma Análise Sobre a Velhice e a Juventude

O filme Últimas Conversas, dirigido por Eduardo Coutinho, tem 75 minutos e estreou no dia 7 de maio de 2015 no festival de longas É Tudo Verdade. O documentário intercala entre entrevistas com jovens majoritariamente de escolas públicas do Rio de Janeiro e com o próprio documentarista Eduardo Coutinho. A morte do diretor ocorreu subitamente no final da produção do longa que, por isso, foi montado postumamente por João Moreira Salles e Jordana Berg. 

A escolha de fazer o filme com jovens foi desanimando o cinegrafista durante as filmagens . Coutinho, no início do filme, relata às câmeras que ele queria respostas menos óbvias e seu desejo real era de entrevistar crianças, por conta da pureza e ingenuidade características da infância se contrapondo à visão mais pessimista dos adolescentes sobre o mundo. Ao final da obra há uma entrevista com Luiza, uma menina de 6 anos, que muda o filme totalmente de atmosfera. Luiza vê questões como família e religião com muita inocência,  que causa humor e descontração, contrastando com os relatos dos jovens que se mostram mais negativos e descrentes por conta de terem sido tocados por experiências fortes.

O documentário apesar de selecionar entrevistados com características semelhantes, apresenta  adolescentes muito diferentes entre si.  Uma das meninas, por exemplo, fala com os olhos brilhando sobre o namorado logo após se abrir sobre o seu passado doloroso, enquanto outra argumenta que o amor é uma ilusão, colocando-se numa posição mais  incrédula. Os entrevistados também apresentam perspectivas diversas e às vezes até opostas sobre assuntos como cotas raciais para universidades públicas e a relação deles com os pais. A película , assim, não demonstra nenhum juízo de valor, pois iguala a relevância de todas as opiniões.

Outra antítese presente  é o distanciamento do cinegrafista com os entrevistados, seja por raça, classe social ou idade. Apesar disso, o longa, ao incluir o relato inicial de Coutinho, apresenta também uma forma biográfica de retratar as visões do diretor e seus sentimentos. Ao olharmos para o filme com a noção de que ele foi contemporâneo à sua morte, é possível perceber uma conexão entre temáticas da adolescência e a própria vida de Coutinho. Assim, o longa, citando Machado de Assis, consegue  “atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência”. Portanto, o filme é extremamente recomendado aos leitores que se interessam por documentários e por Eduardo Coutinho.

Aqui está o trailer do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=VYt77oTefCE

Happy

Featured image  http://theultimateanswer42.files.wordpress.com/2011/07/happy-poster.jpg

Durante os últimos meses, tivemos várias discussões em nossas aulas de história, sendo uma delas sobre a felicidade. Discutimos o que é ser feliz, o que precisamos ou pretendemos atingir na vida para obter tal sentimento e inclusive se é sequer possível alcançar a felicidade, ou se podemos apenas ter momentos felizes.

Como faremos um documentário sobre histórias de bar em São Paulo, estava procurando alguns documentários para assistir e ter algumas ideias. Acabei assistindo a um chamado Happy, lançado em 2011 e dirigido por Roko Belic e me lembrei muito das discussões feitas em aula.  Esse documentário, através de entrevistas com pessoas das mais diversas culturas e regiões do planeta e de entrevistas com estudiosos e pesquisadores, fala sobre as causas da felicidade genuína.

O filme investiga o que é a felicidade genuína e mostra várias pessoas, com modos de vida muito distintos entre si, e o que faz cada uma delas feliz. É mostrada por exemplo, desde a tribo San do Deserto Kalahari em Namíbia, que preserva sua cultura e vive da caça e coleta até uma mãe divorciada e desempregada da Dinamarca, que acabou indo morar com suas filhas numa comunidade de coabitação, onde convivem com outras vinte famílias, que dividem atividades e se apoiam.

Portanto, ao assistir Happy entramos em contato com distintos costumes, modos de viver e modos de pensar. O filme também nos faz refletir sobre as nossas atitudes, faz com que pensemos sobre a maneira como encaramos nossa realidade, como nos relacionamos com as pessoas e se somos gratos pelas coisas boas que temos. O documentário é muito interessante, e está disponível no Netflix, realmente recomendo-o para todos.

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– Isa Vieira